Olá queridos leitores do blog! Para variar indicarei para vocês hoje, mais um romance nacional, só que esse romance é bem diferenciado, é um romance consigo mesmo, um romance para entender que precisamos nos amar em primeiro lugar, antes de amar outra pessoa.
Alice nasceu em um momento conturbado, seu pai havia trocado sua mãe pela amante, e mesmo ao saber da gravidez não retornou para casa. Alice cresceu com uma irmã daquelas que se acham perfeitinhas, e que diminuem ao máximo todas as vitórias e ganhos dos irmãos mais novos, a mãe de Alice embora amasse ambas as filhas de forma igual, não contribuía muito em aumentar a auto estima da filha, resultado: ela cresceu se achando uma perdedora, achava que não era boa em nada, pois a irmã mais velha se destacava em tudo, e Alice sentia que não tinha lugar no mundo.
Por ser tão desmerecida, desde a infância ela se torna aquela criança, e após adolescente que implora por amor, tanto nas amizades quanto nos namoros.
A garota passa por algumas experiências amarosas desastrosas, como Rafael que era músico e se apropriou de uma de suas composições, ela se pergunta o que há de errado com ela para tudo dar tão errado.
Até que em uma festa de família ela conhece Enzo, um cara incrível, e que ao conhecer seu talento musical, consegue uma chance para ela, porém para seguir seu sonho ela terá que morar no exterior por dois anos.
Aí começa a mudança de Alice, já que ela prefere largar o "amor de sua vida" para ir atras do que quer, começando assim a amar ela própria, antes de depender de qualquer namorado, amigo, ou familiar para se sentir bonita e feliz.
Um romance leve que te prende desde o início, me identifiquei muito com a protagonista, já que fui exatamente como ela, mas com o amadurecimento também comecei a sentir que sofrer por o que não me fazia bem, não era certo.
Um romance muito bem escrito e desenvolvido, que faz com que nos apaixonemos tanto por Alice, quanto por Enzo, até mesmo as irmãs da protagonista (ela tem uma meia irmã do relacionamento de seu pai com a nova esposa)acabam por gerar compaixão no leitor ao final da trama.
Indicado para todos os tipos de leitores, principalmente os que preferem uma narrativa que não seja muito "água com açúcar", algo não muito meloso, e sim condizente com os relacionamentos da vida real.
Amor próprio (Editora Killa) faz você refletir tanto sobre sua própria vida amorosa, quanto as relações interfamiliares, e o quanto deixamos que as pessoas nos afetem.
Sobre a autora: Camyla Silva é licenciada plena em Educação artística com habilitação em Artes Plásticas.

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