Resenha: O que restou de você de K C Bergamini

14 de mar de 2019

Como meu insta nem quer entrar vamos falar de livros por aqui? sim!


Olá pessoinhas lindas que acompanham os posts do blog! A dica de hoje é uma reflexão de vida, um homem que perdeu tudo pode se recuperar? Há algo nesse mundo para uma pessoa que apenas deseja morrer? Como tratar sua alma quando se sente culpado pela morte se sua família? Todas estas perguntas são respondidas nesse romance dramático, mas cheio de esperança.

Há 4 anos atrás, Jacson sofreu um acidente que acabou vitimando sua esposa e seu filho, ele se sente extremamente culpado por suas mortes, já que ele era o motorista, e sente que de algum modo poderia ter evitado a tragédia.

Os anos passaram e ele foi acostumando a viver com a dor, tentando não pensar naqueles a quem amou tanto para não sofrer.

Acontece que Maria, a mãe de sua falecida esposa, traz a ele uma notícia bombástica. Os embriões congelados de sua mulher, estavam para ser descartados da clínica e ela queria os utilizar para ter novamente um pedacinho da filha que perdeu.
Jacson é categórico ao dizer que jamais irá permitir isso, o que leva o leitor a entrar no seu próprio dilema moral, o que faríamos no lugar dele.Imediatamente fiquei ao lado de Jacson na briga, afinal seria terrivelmente triste reviver uma gravidez e novo nascimento que lembrariam seu filho morto, embora os argumentos de Maria fossem reais também.

Jacson manda que ela descarte os embriões e não pensa mais nisso, tanto que semanas depois quando um advogado de Maria chega em sua sala, ele não lê os papéis que aparentemente seriam sobre o descarte, e assina.

Começa aí a melhor parte do livro, o intenso sofrimento e o renascer para o nosso protagonista.

Maria, como era de se esperar, mandou papéis para a implantação do óvulo e conseguiu uma operação bem sucedida usando Cecília como barriga de aluguel.

Quando Jacson se dá conta do que aconteceu ele fica transtornado e vai atrás de Maria na ONG ( que foi fundada em homenagem às mortes da sua esposa e filho, da qual ele é um dos colaboradores) chegando a sugerir que fizessem um aborto.

Só que a visita a ONG pode começar a mudar os pensamentos deste homem tão sofrido, já que lá ele conhece pessoas que passaram pelo processo de luto, incluindo pessoas que também foram os únicos sobreviventes de sua família.

Lá também ele conhece a maravilhosa e super humana Cecília, que será a barriga de aluguel de seu novo filho.

Um romance incrível sobre a morte, a superação e a cura do próprio ser.
A autora conseguiu passar para o leitor com extrema realidade o processo de aceitação que envolve uma pessoa que pensa por muito tempo ser culpada de uma morte.
Indico este livro para todos os tipos de leitores maiores de 18 anos, para ler e se emocionar.

Um comentário:

  1. Olá, tudo bem?
    Gostei da premissa do livro, levanta vários questionamentos e nos faz refletir. Eu acho que assim como Jackson não aceitaria também. Penso que por mais difícil e dolorido que seja temos sempre que tentar seguir em frente. Por outro lado, temos o sofrimento da mãe que acha que vai ser amenizado com esta gravidez. Fiquei curiosa para saber o final deste livro.

    Abraços!

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